
Norte-irlandês parte para o fim-de-semana com seis shots de vantagem sobre a concorrência
Como escreveu Will Gray no site do PGA Tour, “é evidente a liberdade no comportamento” de Rory McIlroy esta semana: passou os primeiros dias a aproveitar os benefícios de ser o atual campeão – participando no Augusta National Women’s Amateur no sábado e na competição Drive, Chip and Putt no domingo; saboreou o papel de anfitrião no jantar dos campeões na terça-feira; mas disse então aos jornalistas que planeava mudar o foco na quarta-feira e concentrar-se na competição.
E agora, decorrida a primeira metade do primeiro major do ano, está bem lançado para se tornar no quarto jogador a vencer o Masters duas vezes seguidas e o primeiro desde Tiger Woods em 2001-2002. O norte-irlandês de 36 anos juntou o resultado de 65 pancadas ao de 67 do primeiro dia e descolou de Sam Burns na frente para assumir uma vantagem histórica para o fim-de-semana no Augusta National Golf Club.
A maior vantagem aos 36 buracos na história do Masters, no início desta semana, era de cinco pancadas. Tal já tinha acontecido seis vezes antes, a mais recente das quais por Scottie Scheffler em 2022, e apenas uma vez – com Harry Cooper, em 1936 – o líder não venceu o torneio.
McIlroy meteu um putt de 1,8 metros em declive no 18 para fechar a segunda volta com quatro birdies consecutivos, para um total agregado de 132 (-12). E ficou com uma margem de seis shots sobre a concorrência directa, encabeçada pelos norte-americanos Sam Burns (67-71) e Patrick Reed (69-69), este o campeão em 2018.
No quarto lugar, com 139 (-5), estão os ingleses Justin Rose (70-69) e Tommy Fleetwood (71-68) e o irlandês Shane Lowry (70-69).
“Construí uma boa vantagem neste momento”, disse McIlroy. “Acho que o meu foco é continuar a jogar bem e manter o ritmo forte.”
O britânico que é o actual 2.º no ranking mundial sabe, no entanto, que não será fácil. O Augusta National pode evaporar uma vantagem num instante. Mesmo no ano ano passado, quando venceu aqui pela primeira vez completando o Grand Slam de carreira, uma vantagem de cinco pancadas a oito buracos do fim quase não foi suficiente: McIlroy teve de ir a play-off com Justin Rose e só então garantiu o Casaco Verde.
McIlroy escapou a alguns erros na ronda inaugural: na sua avaliação, aquelas 67 pancadas mereciam ser três pancadas pior. Mas o marcador era o que era, e garantiu-lhe a liderança partilhada.
Não houve tais erros na tarde de sexta-feira, quando McIlroy assumiu o controlo do torneio com criatividade durante uma hora dourada crucial – fazendo birdies nos buracos 13 e 15 após drives falhados que enviaram a bola para as árvores, e levando os espectadores ao delírio com um birdie de chip-in do outro lado do green no buraco 17.
O n.º 1 mundial Scottie Scheffler, vencedor em 2022 e 2024, encontra-se entre os 24.ºs, com 144 (-70-74).
O cut, para os 50 primeiros e empatados, ficou em 148 (+4), deixando pelo caminho nomes como J.J. Spaun, o campeão em título do US Open e vencedor no passado domingo do Valero Texas; e Bryson DeChambeau, duplo campeão do US Open; o escocês Robert McIntyre, membro da selecção da Europa na última Ryder Cup; Akshay Bathia, 21.º no ranking mundial; e o australiano Cameron Smith, campeão do Players Championship e do British Open em 2022.