
N.º1 mundial defende título no quarto e último torneio do Grand Slam 2026, em Royal Birkdale
Com 156 jogadores à partida, o 154.º The Open Championship – quarto e último major da época – vai decorrer entre quinta-feira e domingo no Royal Birkdale Golf Club, em Southport, Inglaterra.
Scottie Scheffler inicia a defesa do título uma semana depois de ter falhado o seu primeiro cut em 78 torneios. A última vez que tal tinha acontecido fora no FedEx St. Jude Championship em Agosto de 2022, já lá vão quase quatro anos.
“Acho que não dói tanto como chegar perto da vitória e terminar em segundo”, disse Scheffler. “Senti que ficar em segundo no Travelers doeu mais do que não passar o cut, mas não passar o cut é significativamente mais frustrante, é assim que eu descreveria.”
Com e eliminação prematura no Genesis Scottish Open, Scottie pôde, em contrapartida, preparar melhor o The Open, ou British Open, como também é conhecido.
O norte-americano de 30 anos jogou 18 buracos em Royal Birkdale logo no domingo perante centenas de espectadores curiosos, que ficaram encantados por poderem ver o golfista mais dominante desde Tiger Woods ao vivo, em vez de na TV.
Agora, a questão é: a semana passada foi apenas um deslize, ou há motivo para preocupação de que Scheffler esteja fora de forma?
Quando Scheffler derrotou Harris English por quatro pancadas para vencer o Open Championship em Royal Portrush no ano passado e conquistar o seu quarto título do Grand Slam, essa foi a quarta das suas seis vitórias da temporada 2025, incluindo o PGA Championship.
Tornou-se então apenas o terceiro golfista a vencer múltiplos Grand Slams por quatro ou mais pancadas num só ano, juntando-se a Ben Hogan (Masters, U.S. Open e British Open) e Tiger Woods (U.S. Open e British Open de 2000). Esta temporada, venceu o American Express Championship na sua estreia em Janeiro, mas não venceu nenhum dos seus últimos 13 torneios.
Por outro lado, a sua consistência ao mais alto nível continua impressionante: em 15 torneios jogados, regista quatro segundos lugares (dois deles perdendo em play-offs), dois terceiros e nove top-5. Exceptuando o Open da Escócia, nunca terminou abaixo do top-25.
Não, Scheffler não está propriamente numa má fase. Lidera no PGA Tour ainda em várias estatísticas: Strokes Gained: Total (2,154), Greens in Regulation (72,22%), média de pontuação (68,94) e média de birdies (4,76 por volta). Esta é a 200.ª semana em que se encontra no topo do ranking mundial como número 1.
“Ele é o padrão que todos nós ambicionamos alcançar”, disse Rory McIlroy, número 2 do mundo. “Num contexto histórico, pode argumentar-se que existem apenas dois ou três jogadores na história do golfe que tiveram uma série de vitórias como a de Scottie.”
“Para eu ganhar muitos torneios, preciso de estar muito, muito afinado. Sinto que talvez esteja um pouco desafinado”, confessa Scheffler. “As margens neste jogo são muito pequenas”, acrescenta.
Nos últimos 60 anos, apenas quatro jogadores conseguiram revalidar o título no British Open: Lee Trevino (1972), Tom Watson (1983), Tiger Woods (2006) e Padraig Harrington (2008).
Rory McIlroy (Masters), Aaron Rai (PGA Championship) e Wyndham CLark (US Open) foram os vencedores dos três primeiros majors do ano.
Scheffler irá jogar as duas primeiras voltas num grupo com o compatriota Bryson DeChambeau e o inglês Tyrrel Hatton, dois jogadores do circuito LIV Golf Series.
Outras formações em destaque para quinta e sexta-feira são:
Rory McIlroy, Xander Schauffele, Matt Fitzpatrick
Jordan Spieth, Tommy Fleetwood, Jon Rahm
Justin Rose, Viktor Hovland, Russel Henley
Shane Lowry, Aaron Rai, Brooks Koepka
Cameron Young, Wyndham Clark, Ludvig Aberg
Chris Gotterupo, Sam Burns, Adam Scott
Royal Birkdale regressa à rota do The Open nove anos depois de 2017, quando Jordan Spieth ali conquistou o seu terceiro e último major. Desde então, todos os buracos foram alvo de remodelações – algumas pequenas, outras radicais. Mas o campo aumentou apenas 67 jardas, para 7.223 jardas, e o par manteve-se nos 70.
A expectativa é que Birkdale também ofereça um desafio semelhante, exigindo muito menos distância do que campos recentes como Royal Portrush e St. Andrews, e assemelhando-se mais a campos que exigem precisão, como Royal Troon e Royal Liverpool.