
Escocesa Lorna Mcclymont lidera no Vidago Palace com um total de 135 (-9) aos 36 buracos
Sofia Barroso Sá tornou-se hoje (quarta-feira) na sexta jogadora portuguesa de golfe a qualificar-se para o último dia de prova de um torneio do Ladies European Tour Acess Series (LETAS) realizado em Portugal.
A jogadora profissional de 22 passou o seu segundo ‘cut’ consecutivo na segunda divisão do golfe profissional europeu feminino, depois de ter feito mesmo na etapa francesa, disputada há duas semanas.
Hoje, no 2.º Super Bock Ladies Open at Vidago Palace, no concelho de Chaves, Sofia Barroso Sá não esteve tão afinada como na véspera, sobretudo, como a própria admitiu, a nível mental, e não conseguiu melhor do que uma segunda volta em 76 pancadas, 4 acima do Par, nada comparável à de 71 (-1) de terça-feira.
Contudo, embora na classificação tenha caído do 21.º para o 35.º lugar (empatada com outras cinco jogadoras), o total de 147 (+3) foi suficiente para seguir em frente para a fase final da prova, e com algum à vontade, dado que o ‘cut’ fixou-se em +4, tendo-se qualificado 49 das 84 jogadoras.
Entre as eliminadas, estão as restantes três portuguesas, com os seguintes resultados e classificações:
66.ª (empatada) Sara Gouveia (profissional), 152 (74+78), +8.
71.ª (empatada) Francisca Ferreira da Costa (amadora de 15 anos), 153 (75+78), +9.
80.ª (empatada) Laura Santos (amadora de 14 anos), 155 (78+77), +11.
Em duas edições de Super Bock Ladies Open at Vidago Palace, houve sempre uma portuguesa a passar o cut. No ano passado foi a amadora Inês Belchior (atualmente a competir e estudar nos Estados Unidos) e este ano a profissional Sofia Barroso Sá, que já se licenciou nos Estados Unidos, onde jogou no circuito universitário.
Note-se que, em sete edições de Açores Ladies Open, o único outro torneio português que chegou a integrar o LETAS, só por uma vez, em 2016 e 2017 tivemos portuguesas a passarem o ‘cut’ em anos consecutivos.
Sofia Barroso Sá está confiante de que poderá melhorar a sua classificação, duas semanas depois de ter sido 47.ª (+7) no Terre Blanche Ladies Open.
«Amanhã sinto que vai ser um grande dia. Posso enganar-me, mas estou bem, embora hoje tenha-me sentido um bocadinho mais em baixo, e tenho potencial para amanhã fazer um top-20 ou um top-15», disse a profissional de Belmonte, que treina no Algarve.
O mais importante torneio português de golfe feminino, de 50 mil euros em prémios monetários, tem uma nova liderança.
A escocesa Lorna Mcclymont pareceu nem sentir que o dia esteve mais ventoso, os greens um pouco mais macios e obteve o melhor resultado do segundo dia, de 65 pancadas, 7 abaixo do Par, para assumir o comando, com um total de 135 (-9).
É perseguida pela suíça Tiffany Arafi, a 3 pancadas de distância (-6), enquanto o 3.º lugar é partilhado por quatro atletas com -5, uma delas a jogadora que ia em primeiro, no final da jornada inaugural, a inglesa Billie-Jo Smith.
Lorna Mcclymont está em grande forma, este ano só falhou um ‘cut’ em 11 torneios disputados, foi pelo menos top-15 nos últimos quatro eventos que jogou e há duas semanas, em França, sagrou-se mesmo vice-campeã, depois de ter coliderado na entrada para a última volta. Tenta agora conquistar amanhã o seu primeiro título, aos 26 anos.
O 2.º Super Bock Ladies Open at Vidago Palace conclui-se amanhã (quinta-feira) com a sua terceira e última volta, a partir das 9h00, com saídas de dois buracos em simultâneo.