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Quinta das Lágrimas conquista Taça André Jordan
26/10/2017 15:48 HUGO RIBEIRO/STREAM PLAN
A mesa de prémios com a Taça André Jordan ao centro que este ano ficará exposta em casa do clube vencedor / © João Moniz

CG da Ilha Terceira acolheu Final do 4º Troféu Açores/6º Troféu Ibérico de Clubes

A região Centro de Portugal continua a ser o berço do maior número de vitórias no Troféu Ibérico de Clubes, cuja 6ª edição foi conquistada pelo Clube de Golfe da Quinta das Lágrimas, de Coimbra, numa Final disputada pela primeira vez no Clube de Golfe da Ilha Terceira, nos Açores.

A nível individual, o Troféu Açores, também organizado pela Stream Plan em colaboração com o Club de Golf Ibérico, consagrou nesta sua 4ª edição Pedro Coelho, um estudante do 6º ano da licenciatura em Medicina, jogador do Montado Hotel & Golf Resort, em Palmela. 

Ao longo de dois dias, competiram 20 jogadores na Final do 4º Troféu Açores e 20 duplas no 6º Troféu Ibérico de Clubes – o mesmo número de equipas finalistas dos dois anos anteriores – depois de, ao longo do ano, se terem realizado 27 etapas classificativas, em 22 clubes de Inglaterra, Espanha e Portugal, atraindo 1.149 participantes.

Na Final do 6º Troféu Ibérico de Clubes houve muita competitividade e o Clube de Golfe da Quinta das Lágrimas passa a ter o direito de ostentar na sua sede a Taça André Jordan durante um ano, mas só terminou com 5 pancadas de vantagem sobre o Clube de Golfe da Ilha Terceira, a equipa campeã do ano passado, que por pouco não defendia o título em casa e repetia o feito do Clube de Golfe de Viseu, o único bicampeão da prova (2013 e 2014). 

António Tendeiro e Rui Brás levaram o Troféu Ibérico de Clubes para a Quinta das Lágrimas / © João Moniz

A Quinta das Lágrimas alinhou com a mesma equipa do ano passado (um caso raro), constituída por António Tendeiro e Rui Brás, que somaram 307 pancadas medal net (101 acima do Par), após voltas de 156 e 151, com destaque para as 76 de Tendeiro no primeiro dia e para as 73 de Brás no segundo.

Já o clube da casa jogou com Flávio Barcelos e Marco Moniz e totalizou 312 (158+154), +92. Também neste caso Barcelos teve a melhor primeira volta (77) e Moniz a melhor segunda (70). Aliás, as 70 pancadas de Moniz foram mesmo o melhor resultado de todo o torneio! 

O 3º lugar do 6º Troféu Ibérico de Clubes acabou por pertencer ao Golf do Montado que, com uma formação de filho e pai – Pedro e Luís Coelho –, agregou 315 pancadas (156+159), +67.

Pedro Coelho, que já tinha participado no Troféu Açores no ano passado mas não tinha conseguido qualificar-se para a Final, acabou por sagrar-se vencedor desta competição individual, com 146 pancadas, 8 acima do Par, após voltas de 72 e 74, resultados apreciáveis para quem nunca tinha jogado antes no campo que este ano foi palco do Açores Ladies Open, o mais importante torneio feminino português, um traçado que tantas dificuldades provocou junto das profissionais desse circuito europeu. 

 

Pedro Coelho do Clube de Golfe do Montado foi o vencedor do 4º Troféu Açores / © João Moniz

Declarações dos campeões das duas provas:

Rui Brás (Troféu Ibérico de Clubes): «No ano passado já tínhamos jogado a Final em São Miguel e este ano viemos para a Terceira para lutar pelos lugares cimeiros ou para vencer. Já tinha lido que este campo tinha sido palco do Açores Ladies Open, mas, sinceramente, não ligo muito a isso porque nós, amadores, jogamos com outras valências como os handicaps e, para nós, por exemplo, o convívio é muito mais importante do que para as profissionais. Esta iniciativa é excelente porque permite aos amadores competirem fora do seu clube. Claro que há muitos circuitos, mas este destina-se mesmo aos jogadores de lazer de várias zonas do país, com vivências e realidades diferentes, que depois reúnem-se nesta Final. No ano passado criámos amizade com alguns jogadores, designadamente da equipa da Terceira e este ano o João Valadão recebeu-nos e mostrou-nos a sua ilha. Adorei os Açores e as duas ilhas que visitei nestes dois anos. Quanto à nossa participação, a Quinta das Lágrimas realizou seis provas qualificativas entre 72 pares. Nós temos um campo de pitch & putt e fizemos lá quatro qualificações e depois houve mais duas no campo da Curia. No final, contavam os quatro melhores resultados desses seis torneios e nós ganhámos outra vez. Estamos radiantes e satisfeitos de termos ganho a Taça André Jordan e sabemos que na nossa zona esta vitória será falada na Imprensa e também nas redes sociais».

Pedro Coelho (Troféu Açores): «É a primeira vez que venho aos Açores. Sabia que este campo recebe alternadamente o Açores Ladies Open e é claro que é sempre interessante jogar num campo de competições desse nível. Gostei do campo. Não diria que é estratégico do ponto de vista dos obstáculos, mas é estreito, não pode falhar-se o fairway e a grande dificuldade são os greens, quer no approach, quer, sobretudo, nas linhas de putt, nada fáceis de se lerem. Esteve bom tempo, apesar de alguma chuva e vento na primeira volta do segundo dia. Quando me vi na frente no final do primeiro dia, passei a ter a vitória como objetivo. Já ganhei alguns torneios quando era mais novo, mesmo alguns do Circuito Drive da FPG, mas, entretanto, passei a ter pouco tempo para treinar e competir devido a estar no 6º ano do curso de Medicina».

Declaração do promotor do evento, José Carmona Santos

«Ficamos cada vez mais convictos de que estes troféus são um reflexo intenso do golfe na sua forma mais genuína: torneios de clubes, campeonatos entre clubes e individuais, na modalidade de strokeplay e com a Final numa região que parece ter sido criada para o golfe».