
Com 12 anos é o mais jovem na prova masculina do Nacional de Clubes, pelo Montado
Tendo feito 12 anos a 5 de Abril, Rodrigo Andrade, do Clube de Golfe de Montado, é o mais jovem dos mais de 100 jogadores que estão a competir desde hoje no Campeonato Nacional de Clubes Solverde, que decorre na “sua casa” do Montado Hotel & Golf Resort, em Palmela, com 16 equipas participantes.
“Sinto-me fantástico por ser o mais novo da prova, estes torneios fascinam-me”, diz, acrescentando: “Cheguei há mês e meio a handicap de um dígito [está com 7,6] e agora quero começar a jogar mais nestes torneios importantes, como os do Circuito da Federação Portuguesa de Golfe. Enfim, é como começar uma nova vida no golfe. Gostava de chegar ao fim do ano com 4 de handicap.”
No putting green, no buraco da sua idade / © RODRIGO CORDOEIRO
Não é a primeira vez que Rodrigo representa o CG Montado num Nacional de Clubes, pois já integrou a equipa nos campeonatos para os escalões de sub-14 e sub-18, mas esta é a sua estreia entre os homens, o que significa que, como todos os outros, sai do tees brancos, os mais recuados, para os quais, naturalmente, ainda não tem a devida distância.
“Estou habituado a jogar das amarelas, por isso é todo um novo golfe”, refere a propósito, informando que na antevéspera do Nacional de Clubes, terça-feira, jogou 9 buracos das brancas marcando 6 acima do par. O seu melhor resultado das amarelas é 1 abaixo do par em 18 buracos no campo do Jamor.
Foi no Jamor que, em Julho, competiu no Campeonato Nacional Individual para o escalão de sub-12. E por pouco não saiu de lá uma taça: “Cometi um erro no último buraco. Deixei a bola a centímetros do buraco para birdie e para ser vice-campeão, mas um dos meus parceiros pediu-me para desviar a bola e quando chegou a minha vez de voltar a jogar esqueci-me de recolocá-la onde estava, o que me custou duas pancadas de penalidade. Assim, fiquei no quarto lugar [a prova foi ganha por João Iglésias, da Quinta das Lágrimas]. Não me senti lá muito bem na altura, mas aprende-se com os erros”, explica.
Shot demonstrativo do tee do 1 / © RODRIGO CORDOEIRO
Rodrigo é sobrinho do director do Montado, Marco Andrade (que também faz parte da equipa que compete no Nacional de Clubes), e foi o tio que o incentivou a abraçar o golfe, até porque o jovem, nascido em Faro, mora ao lado do Montado, na freguesia do Poceirão. “Dei os primeiros toques no golfe com 4 anos, mas a sério só começou depois dos 5, até hoje”, conta.
O seu professor de sempre foi João Pedro Carvalhosa, profissional do Montado, que entretanto saiu sendo substituído por Gonçalo Pinto, antigo bicampeão nacional amador. “O Gonçalo é muito bom professor, ainda não tive nenhuma aula com ele, mas já me deu umas boas dicas”, diz Rodrigo.
Além de Rodrigo e Marco Andrade, o CG Montado conta com Miguel e Pedro Coelho, Guilherme Oliva, Hugo Teixeira (o melhor jogador da equipa, um 2,0 de handicap) e Francisco Lopes da Silva. “Chegámos à conclusão que queremos fazer o melhor e chegar ao primeiro flight”, revela Rodrigo relativamente às ambições do seu clube no Nacional de Clubes.