
O circuito internacional português de profissionais decorre entre o início de Janeiro e Março
O PT Tour anunciou o seu calendário oficial de 2026, composto por dez torneios, incluindo a final – o Optilink Tour Championship –, com prémios monetários globais de 105 mil euros.
O circuito internacional português para profissionais e amadores de alto rendimento arranca em janeiro, em dois campos de Vilamoura, em Loulé, e encerra em março, nos dois percursos do PGA Aroeira Lisboa, em Almada.
Cada um dos nove Opens distribui 10 mil euros em prémios, enquanto a final, o Optilink Tour Championship, eleva o valor para 15 mil euros. No final da temporada haverá um n.º1 masculino e feminino.
A consolidação do projeto do empresário José Correia é comprovada pelo êxito dos jogadores nos principais circuitos internacionais, depois de passarem mais de dois meses em Portugal (sobretudo no Algarve); pela renovação de contratos de patrocínio com marcas que há vários anos apoiam o circuito; pela manutenção e reforço de parcerias com a Federação Portuguesa de Golfe (FPG) e a PGA Portugal; e ainda por um novo acordo com o Torneio Capdeville Consulting, uma das agradáveis novidades de 2025 no calendário de provas destinadas a profissionais, que irá conhecer uma nova edição em 2026.
«É com enorme entusiasmo que encaramos esta época de 2026, com uma maior diversidade de campos de golfe, a qualidade elevada dos mesmos, novas parcerias e maior afluência de participantes", disse José Correia, antigo presidente da PGA Portugal e membro da ex-Direção da FPG.
«Este circuito para nós é muito importante porque é o início da época, portanto serve para os nossos principais atletas, quer masculinos quer femininos, das seleções amadoras», salientou Pedro Nunes Pedro.
O presidente da FPG acrescentou que «alguns atletas que estão a estudar e a competir nos Estados Unidos ainda têm hipótese de poder jogar um ou dois torneios, antes de partirem outra vez para lá. E, obviamente, também para os atletas profissionais que começam agora a nova época, numa altura em que ainda não começaram os circuitos satélite, nem o HotelPlanner Tour. É um excelente circuito de inverno e, por isso, a FPG continua e continuará a apoiar este PT Tour».
Embora desde 2012 tenham passado pelo PT Tour vários jogadores consagrados, vencedores de torneios do DP World Tour (a primeira divisão europeia), é sempre especial quando também se ajuda o desenvolvimento do golfe português.
Nesse sentido, foi importante para o PT Tour que o n.º1 da Ordem de Mérito de 2025, Daniel da Costa Rodrigues, tenha conhecido um enorme sucesso após a passagem pelo circuito português.
Com efeito, Dani milita desde novembro no DP World Tour, ao lado de Ricardo Melo Gouveia, outra estrela do golfe nacional, que também tem jogado frequentemente no PT Tour.
«Recomendo imenso o PT Tour e vai ser sempre especial para mim, porque foi aí que estreei-me em competição profissional e deu-me uma alavanca para começar o ano de 2025 da melhor forma, para estar onde estou hoje», disse o antigo campeão nacional amador.
Daniel da Costa Rodrigues somou sete top-10 no PT Tour de 2025, incluindo a conquista de um título, mas não foi o único. Ao longo dos anos, mais de uma dezena de portugueses tem ganho torneios no PT Tour, jogando taco-a-taco com jogadores de nível elevado.
Se falarmos só do Optilink Tour Championship, o ‘torneio-bandeira’ do circuito, Ricardo Santos venceu em 2022 (no Victoria, em Vilamoura), Tomás Bessa em 2023 (no Laguna, em Vilamoura) e Pedro Figueiredo em 2024 (na Quinta do Peru, em Sesimbra). Em 2025, Tomás Melo Gouveia foi 2.º classificado (em Palmares).
«Há alguns jogadores do DP World Tour (ex-European Tour), há muita gente do Challenge Tour (atual HotelPlanner Tour) – declara Dani – e ganhas ritmo competitivo para a época, porque são 10 torneios seguidos, sem muitas pausas, e é uma maneira excelente para começarmos a época».
Daniel da Costa Rodrigues tece longos elogios ao circuito (ver declarações completas em anexo) e salienta um aspeto importante, a diversidade do tipo de desafios: «O ‘set-up’ dos campos é excelente. São campos que preparam-nos bem para a época. Alguns são compridos, outros mais estreitos e há um ‘mix-up’ muito bom».
Um bom exemplo dessa diversidade de desafios é logo o primeiro ‘swing’ que abre o circuito, com dois campos de Vilamoura completamente distintos: De 5 a 7 de janeiro no Pinhal Golf Course, como o próprio nome indica, repleto de árvores a afunilarem os fairways, seguindo-se, de 10 a 12 de janeiro, o Millennium Golf Course, mais aberto, generoso, com muita água a entrar em jogo.
O quinto ‘swing’ começa no PGA Aroeira Lisboa-1, de 1 a 3 de março, e a temporada do PT Tour 2026 conclui-se com a 7.ª edição do Optilink Tour Championship no campo n.º2 desse ‘resort’ em Almada.
Como salientou o promotor José Correia, é relevante para os jogadores «que o PT Tour encerre na Aroeira, porque será aí que irá jogar-se, mais tarde, em setembro, o Open de Portugal» do HotelPlanner Tour.
Alguns dos jogadores que irão disputar essas duas últimas provas estarão seguramente no torneio português da segunda divisão europeia e, além disso, o PT Tour «renovou a parceria com a FPG que permite a participação de atletas amadores de alto rendimento nos nossos torneios e em retorno atribuímos ‘wild cards’ para a edição de 2026 do Open de Portugal».
O mesmo passa-se, aliás, no setor feminino, uma vez que «as duas jogadoras melhor classificadas na Ordem de Mérito irão receber ‘wild cards’ para a edição de 2026 do torneio português do Ladies European Tour Access Series» (segunda divisão europeia), o Super Bock Ladies Open at Vidago Palace.
José Correia sublinha ainda a novidade de 2026: «A nova parceria com o Torneio Capdeville Consulting. O jogador internacional melhor classificado na Ordem de Mérito receberá um convite para o torneio de profissionais, em maio próximo». Este novo torneio, com um dia de Pro-Am e dois destinados aos profissionais, nasceu em 2025, revelou-se um êxito, com os melhores portugueses.
Em 2026, para além dos torneios já referidos nos ‘swings’ de abertura e de encerramento, o PT Tour passará também pelo Palmares Ocean Living & Golf Resort, em Lagos, no segundo ‘swing’ (combinações Alvor-Lagos e Lagos-Praia); pelos dois campos do Morgado Golf Resort, em Portimão, no terceiro ‘swing’; enquanto o quarto ‘swing’ começa de novo em Palmares (combinação Alvor-Praia) e termina no San Lorenzo Golf Course, na Quinta do Lago, em Loulé.
«Receber o PT Tour nos nossos campos representa o reconhecimento da nossa capacidade para acolher competições de alto nível, não apenas pela qualidade e exigência dos ‘layouts’, mas também pelos destinos onde estamos inseridos: territórios com identidade, história e um legado sólido no golfe português. Estas localizações beneficiam de mais de 300 dias de sol por ano, uma infraestrutura e equipas altamente preparadas, reunindo todas as condições para proporcionar uma experiência competitiva consistente e alinhada com os padrões do circuito», considerou Nuno Sepúlveda, Co-CEO da DETAILS, gestora dos campos em Vilamoura, San Lorenzo, Palmares e PGA Aroeira Lisboa.
Vale a pena recordar que os Opens de Portugal masculino e feminino, quando pertenciam às primeiras divisões do golfe profissional europeu, passaram por alguns destes campos, designadamente em Vilamoura, Aroeira e Morgado.
«O PT Tour é muito bem organizado. O Zeca faz um excelente trabalho em termos de campos e do set-up dos campos» afiança o n.º1 de 2025, Daniel da Costa Rodrigues.
O PT Tour tem as suas raízes no Algarve Winter Tour, criado em 2012, que depois passou a Algarve Pro Golf Tour, a Portugal Pro Golf Tour e hoje em dia prossegue com a designação de PT Tour, sempre sob a orientação do promotor José Correia.